Há uma tempestade de calma em meu coração.
Nele o amor, as ideologias, e aspirações não encontram-se mais em ebulição,
Talvez porque os dias da minha mocidade tenham se esvaído, no transmutar do cotidiano, tão particular.
Ou, de repente, a esdrúxula realidade tenha destilado sorrateiramente a cadência do tempo, que é tão tempestuoso e imponente.
Há uma inércia por parte de mim.
Onde predominava o inflamável desejo de mudar o mundo, agora impera o forte aroma da monotonia e solidão, na perspectiva de nada ser face ao contexto.
Em nada, pode-se ater esperança, porquanto absolutamente tudo é, verdadeiramente, uma ilusão.
De maneira que as mudanças corriqueiras, dar-se de acordo com prisma de quem se vê.
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