"(...) a Arte que alivia da vida sem aliviar de viver (...)" FERNANDO PESSOA

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Abolição Utópica


Há uma tempestade de calma em meu coração.

Nele o amor, as ideologias, e aspirações não encontram-se mais em ebulição,

Talvez porque os dias da minha mocidade tenham se esvaído, no transmutar do cotidiano, tão particular.

Ou, de repente, a esdrúxula realidade tenha destilado sorrateiramente a cadência do tempo, que é tão tempestuoso e imponente.

Há uma inércia por parte de mim.

Onde predominava o inflamável desejo de mudar o mundo, agora impera o forte aroma da monotonia e solidão, na perspectiva de nada ser face ao contexto.

Em nada, pode-se ater esperança, porquanto absolutamente tudo é, verdadeiramente, uma ilusão.

De maneira que as mudanças corriqueiras, dar-se de acordo com prisma de quem se vê.


(André Oliveira 14-10-09)

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Um pesar por não saber te amaR




Busquei amar-te como deveria,
Busquei querer-te como deveria,
Busquei desejar-te assim como poderia,
Meu coração esmerou-se, rugiu, transbordou em lágrimas,
Minha mente mecanizada e racional
Calculou, sistematizou e se globalizou,
Na perspectiva de tentar te querer, te desejar, te amar...
Mas, nada mudou.
Cá estou, estarrecido por minha impotência diante do meu próprio eu,
Resta-me apenas lamentar...
Um pesar por não saber te amar.

(André Oliveira)

A solidão é um quarto escuro, onde não há o que ver, apenas o que se imaginar...
A solidão não esta nos olhos de esmeralda, que cintila a cada caminhar, todavia incute na imensidão de sua alma, que esta anuviada de mistérios e segredos...

Pobre Esmeralda, não a mais o que fazer, tão somente imaginar, no que poderia ter sido.

(André Oliveira)

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Autopsicografia

(Fernando Pessoa)

O poeta é um fingidor.Finge tão completamenteQue chega a fingir que é dorA dor que deveras sente.E os que lêem o que escreve,Na dor lida sentem bem,Não as duas que ele teve,Mas só a que eles não têm.E assim nas calhas de rodaGira, a entreter a razão,Esse comboio de cordaQue se chama coração.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Girassóis



Entre os Girassóis há um caminho que determina destinos.
Algo se locomove entre o Girassóis, impulsionado pelas pretensões humanas, de que nada sabem, a não ser a apoteose de suas incertezas.
A Efemeridade entre os Girassóis, permite-se a emersão suave da essência que transcorre da contemplação do NADA perante o TUDO...
Enquanto isso,panoramicamente se vê a peculiaridade do tempo se encarrega de salientar: - NADA SERÁ COMO ANTES, nem mesmo os Girassóis.


(André Oliveira)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009