quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Abolição Utópica
Há uma tempestade de calma em meu coração.
Nele o amor, as ideologias, e aspirações não encontram-se mais em ebulição,
Talvez porque os dias da minha mocidade tenham se esvaído, no transmutar do cotidiano, tão particular.
Ou, de repente, a esdrúxula realidade tenha destilado sorrateiramente a cadência do tempo, que é tão tempestuoso e imponente.
Há uma inércia por parte de mim.
Onde predominava o inflamável desejo de mudar o mundo, agora impera o forte aroma da monotonia e solidão, na perspectiva de nada ser face ao contexto.
Em nada, pode-se ater esperança, porquanto absolutamente tudo é, verdadeiramente, uma ilusão.
De maneira que as mudanças corriqueiras, dar-se de acordo com prisma de quem se vê.
(André Oliveira 14-10-09)
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Um pesar por não saber te amaR

Busquei amar-te como deveria,
Busquei querer-te como deveria,
Busquei desejar-te assim como poderia,
Meu coração esmerou-se, rugiu, transbordou em lágrimas,
Minha mente mecanizada e racional
Calculou, sistematizou e se globalizou,
Na perspectiva de tentar te querer, te desejar, te amar...
Mas, nada mudou.
Cá estou, estarrecido por minha impotência diante do meu próprio eu,
Resta-me apenas lamentar...
Um pesar por não saber te amar.
(André Oliveira)

A solidão é um quarto escuro, onde não há o que ver, apenas o que se imaginar...
A solidão não esta nos olhos de esmeralda, que cintila a cada caminhar, todavia incute na imensidão de sua alma, que esta anuviada de mistérios e segredos...
Pobre Esmeralda, não a mais o que fazer, tão somente imaginar, no que poderia ter sido.
(André Oliveira)


A solidão não esta nos olhos de esmeralda, que cintila a cada caminhar, todavia incute na imensidão de sua alma, que esta anuviada de mistérios e segredos...
Pobre Esmeralda, não a mais o que fazer, tão somente imaginar, no que poderia ter sido.
(André Oliveira)


sábado, 7 de fevereiro de 2009
Autopsicografia
(Fernando Pessoa)
O poeta é um fingidor.Finge tão completamenteQue chega a fingir que é dorA dor que deveras sente.E os que lêem o que escreve,Na dor lida sentem bem,Não as duas que ele teve,Mas só a que eles não têm.E assim nas calhas de rodaGira, a entreter a razão,Esse comboio de cordaQue se chama coração.
O poeta é um fingidor.Finge tão completamenteQue chega a fingir que é dorA dor que deveras sente.E os que lêem o que escreve,Na dor lida sentem bem,Não as duas que ele teve,Mas só a que eles não têm.E assim nas calhas de rodaGira, a entreter a razão,Esse comboio de cordaQue se chama coração.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Girassóis

Entre os Girassóis há um caminho que determina destinos.
Algo se locomove entre o Girassóis, impulsionado pelas pretensões humanas, de que nada sabem, a não ser a apoteose de suas incertezas.
A Efemeridade entre os Girassóis, permite-se a emersão suave da essência que transcorre da contemplação do NADA perante o TUDO...
Enquanto isso,panoramicamente se vê a peculiaridade do tempo se encarrega de salientar: - NADA SERÁ COMO ANTES, nem mesmo os Girassóis.
(André Oliveira)
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
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